Mande uma mensagem: (86) 98863-7990

Enquanto proposta teórica, a análise do comportamento assume a compreensão do fenômeno comportamental humano a partir da interação entre o sujeito e o meio no qual está inserido (Skinner, 1953/1970). Trazendo para o contexto da clínica infantil, entende-se que os pais são os responsáveis por dispor a maior parte desse meio em que a criança é exposta, tornando-se figuras imprescindíveis para a constituição do repertório comportamental de tais (Caleiro e Silva, 2012). Dessa forma, segundo Pinheiro e Haase (2011), ao se reconhecer a importância da família na constituição e orientação dos filhos, instiga-se a promoção de programas que oriente os pais quanto ao desenvolvimento de estratégias e habilidades que contribuam para as dificuldades comportamentais infantis.

É sabido que a Análise do Comportamento possui um escopo teórico e prático suficientemente vasto para a aplicabilidade em diversos contextos, dentre eles, a psicoterapia infantil. Entende-se por psicoterapia enquanto os esforços intervencionais que objetivam diminuir a apresentação de comportamentos não adaptativos, na medida em que tenta promover comportamentos que possibilite a adaptação ao contexto no qual o cliente está inserido (Bunge, Scandar, Musich & Carrea, 2015).

O Autismo e a Intervenção do Psicólogo Clínico Comportamental Infantil

Atualmente em grande ressalva no senso comum e no campo científico, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma realidade que acomete cerca de 1% da população mundial (Vieira & Baldin, 2018) e configura-se como um dos grandes desafios que permeia a psicoterapia clínica infantil. Diante disso, explorar essa temática é de suma importância, tendo em vista que contribui para a ampliação da rede de atendimento e o aperfeiçoamento da atuação de profissionais e outros significantes envolvidos desde o diagnóstico até intervenções desenvolvidas nesta população. (Borba & Barros, 2018).

Onde Eu Atendo